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Fonte: UOL
Comando de voz será principal modo de operação no Windows Phone 7
quinta-feira, 5 de agosto de 201011:18
Segundo executivo da Microsoft, "essa é a melhor forma
para interagir com um smartphone, pois ícones são coisas de Windows
3.1".
Na esperança de conter o sucesso de Google e Apple no mercado de
smartphones, a Microsoft prepara um recurso, baseado na computação
em nuvem, de reconhecimento de voz e linguagem natural. A ideia é
oferecer aos usuários do Windows Phone 7 funcionalidades que nem o
iPhone, nem o Android, possuem.
"Nós acreditamos que a fala não é um aplicativo destoante dos
outros, mas parte integrante da experiência do usuário", afirmou
Zig Serafin, gerente do setor de comunicação unificada da
Microsoft, antes da conferência SpeechTEK deste semana, ocorrida em
Nova York.
Para colocar o plano em prática, a gigante dos softwares
pretende incluir em seu software para dispositivos móveis o
programa Tellme, aplicativo de reconhecimento de voz, que serviria
exclusivamente para esta função. A Tellme Networks, empresa
desenvolvedora do serviço, foi adquirida pela Microsoft em
2007.
Serafin ainda ironizou seus concorrentes por utilizar ícones
como principal meio de interação com o usuário. "Nesse sentido,
eles são idênticos ao Windows 3.1", disse. Para ele, falar com o
telefone para controlá-lo é o que há de mais natural. "Quando você
usa um aparelho que não tem um bom teclado físico, o reconhecimento
da voz passa a ser um complemento essencial para o
dispositivo".
Durante a palestra de demostração do produto, o diretor de
marketing da Microsoft, Ilya Bukshteyn, mostrou como o Windows
Phone 7 utilizará do recurso para identificar comandos a partir do
som. O executivo falou ao telefone "chamar Paul", o smartphone
rebateu com o número de diferentes contatos cujos primeiro nome era
esse e, em seguida, Bukshteyn respondeu com o sobrenome da pessoa
requisitada. Entendido o recado, a ligação foi encaminhada.
Depois, o diretor também ordenou ao aparelho que um álbum de
fotos fosse aberto. A pasta foi acessada e não só as fotografias do
próprio usuário foram exibidas, mas também a de amigos que as
compartilhavam em redes sociais.
No último exemplo, Bukshteyn pediu uma lista de restaurante
chineses próximos a onde estava. A solicitação foi enviada ao
mecanismo de busca Bing, que retornou com algumas opções e seus
respectivos endereços mostrados em um mapa.
Enquanto o iPhone e o Android desenvolvem seu próprio sistema de
reconhecimento de voz, os smartphones da Microsoft serão diferentes
em uma série de valores, afirmou Serafin. Primeiro, o recurso
poderá ser usado para controlar o dispositivo completamente, não
apenas em algumas aplicações. Segundo, a ferramenta será
interativa, ou seja, caso um comando dúbio seja dado, o dispositivo
pedirá mais detalhes, especificando as possibilidades.
O componente de voz é parte do que Serafin chama de "natural
user interface" (interface natural), ou NUI. Os programas desse
grupo poderão ser controlados também pelo toque e até por
movimento. O executivo, no entanto, deixa claro a prioridade: "O
núcleo do NUI é a voz".
O desenvolvimento ainda está em seus primeiros passos, mas
alguns dos serviços mais usuais já estão funcionando corretamente
com o recurso no Windows Phone 7, como a busca, as chamadas e a
exibição de fotos. Para que o reconhecimento de voz seja ativado, o
usuário terá de simplesmente apertar um botão na tela.
Alguns processos serão de responsabilidade do serviço Tellme,
outros serão encaminhados pelo próprio telefone, mas, para
Bukshteyn, isso não faz muita diferença: "Os usuários não se
importarão com isso", prevê. Serafin, por sua vez, afirma que o
Tellme é o maior software de reconhecimento de voz no mercado,
atendendo, em um ano, bilhões de clientes corporativos, e que a
Microsoft deverá se aproveitar cada vez mais de sua tecnologia.
Ao fim da conferência, outro produto recente da Microsoft também
foi utilizado: o
Kinnect, do Xbox. Segundo a empresa, a capacidade desse
aparelho de identificar gestos e interpretá-los como ações deverá
ser usada em outros serviços.
(Joab Jackson)
Matéria original publicada em 04/08/2010
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