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Fonte: Adnews
Governo abrirá leilão bilionário por rede pública da TV digital
sexta-feira, 6 de agosto de 201011:17
A rede pública de TV digital está à venda. O governo prepara um
leilão para a construção de 256 torres de transmissão de sinal no
país. O contrato, de R$2,8 bilhões - por 20 anos - será gerenciado
pela EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). As informações são
das jornalistas Leila Coimbra e Larissa Guimarães, da Folha de
S.Paulo.
O edital está em fase final de elaboração e deve ser enviado
para o Tribunal de Contas da União nos próximos dias. O leilão está
previsto para novembro e já movimenta as multinacionais de
tecnologia.
A americana Cisco, a francesa TDF e a japonesa Marubeni
articulam consórcios com construtoras nacionais como Engevix, OAS e
Andrade Gutierrez, para as obras civis. O Palácio do Planalto se
preocupa com o avanço das empresas estrangeiras no país e, por
isso, inclui nesses consórcios as empresas nacionais de tecnologia
para incentivar a indústria nacional de TV digital.
A participação de empresas nacionais nos consórcios é fator
primordial para o acesso ao empréstimo do BNDES. O modelo de
empréstimo para o projeto ainda não foi definido, segundo o chefe
de telecomunicações e fontes alternativas da área de infraestrutura
do BNDES, Alan Fischler, mas poderá cobrir em média 70% do valor
total.
A movimentação das multinacionais acontece sob o olhar da Casa
Civil, que coordenou o pré acordo fechado entre a Marubeni e a
nacional Linear - fabricante de transmissores com sede em São Paulo
- mais a Engevix, para formação de um consórcio. A também japonesa,
NHK, deverá integrar o grupo.
A mineira STB (Superior Technologies in Broadcasting) negocia
com os franceses da TDF e com os americanos da Cisco. Enquanto
outras empresas brasileiras, como a Telavo e a Tecsys (ambas de
SP), conversam com a italiana Screen Service Technologies e a sueca
Ericsson.
O projeto do Operador Único da Rede Nacional de TV Pública
Digital inclui, além da EBC, as TVs do Executivo (NBR), do
Legislativo (Câmara e Senado), do Judiciário (TV Justiça) e a TV
Brasil - que exibirão seus programas em tecnologia digital.
As torres públicas serão distribuídas em todo o país e poderão
abrigar antenas privadas mediante o pagamento de aluguel. A
principal delas, a operadora nacional de rede, ficará em Brasília.
Outras 48 torres serão fixadas em capitais e cidades de grande
porte. Enquanto as demais ficarão em municípios com cerca de 200
mil habitantes.
Matéria original publicada em 05/08/2010
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