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Fonte: DCI
Importados podem até dobrar nas prateleiras
quinta-feira, 26 de agosto de 201011:08
Com o dólar mais baixo ante o real este ano, cotado a R$ 1,76 na
última sexta-feira, as empresas do varejo começam a ampliar a
presença de produtos importados nas prateleiras, de olho nas vendas
de Dia das Crianças e Natal. Enquanto redes supermercadistas como o
Grupo Pão de Açúcar aumentam os estoques de importados em até 30%,
outras como a rede La Rioja dobram os pedidos de panetones
estrangeiros para este Natal. No atacado não é diferente, pois o
Makro, líder do segmento, prevê importar R$ 270 milhões, ao todo,
em 2010, ante os R$ 220 milhões contabilizados no ano anterior.
Isso de deve a desvalorização do dólar frente ao real e à compra de
mais produtos de maior valor agregado.
O cenário deve-se aos Estados Unidos e Europa terem sofrido com
mais ênfase a crise econômica. Logo, o número de fornecedores
aumentou e a competição por preços ficou mais atraente aos
varejistas brasileiros. Na previsão do Programa de Administração do
Varejo (Provar), de modo geral, o crescimento de importados em
relação ao ano passado deverá ser algo em torno de 10% no comércio
nacional. "Em relação aos importados a expectativa é grande e tanto
os Estados Unidos quanto a Europa, que passaram por uma crise
recente, se esforçam para vender para o Brasil, o que aumenta a
procura. O crescimento do ano gira de 10 a 11%, e no Natal 9,5% a
10%", disse o diretor de Estudos e Pesquisas do Instituto Provar,
Nuno Fouto.
Quem segue a mesma linha de otimismo é o assessor econômico da
Fecomércio, Altamiro Carvalho, que acredita em um mix que recebe
uma atenção especial do consumidor, seja o mesmo importado ou
nacional. "Um ano positivo no mix de conjuntos na área de
supermercados, brinquedos e eletroeletrônicos", enfatizou o
assessor econômico.
As perspectivas são traduzidas pelas as empresas que atuam na
linha de frente deste mercado, como é o caso da rede varejista de
brinquedos PBKids, que aguarda um crescimento de 15% tanto para o
Dia da Criança quanto para o Natal, e hoje chega a importar 70% dos
produtos vendidos na rede, que no ano passado faturou R$ 200
milhões. "Este ano estamos mantendo o mesmo volume de compras,
porém com o diferencial que diversificamos mais o número de
fornecedores e esperamos esgotar o estoque", afirmou o
gerente-geral da rede, Renato Floh.
As 51 lojas da PBKids também preveem uma elevação de 8% no valor
do ticket médio, que deve chegar ao patamar de R$ 130. No mercado
há 16 anos, a rede possui unidades nos principais estados do País,
tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco,
Paraná, Manaus, Espírito Santo, Sergipe e Rio Grande do Sul. Nos
próximos meses a rede inaugura lojas no Maranhão (São Luis) e
Paraná (Maringá).
Já a líder do mercado de varejo de brinquedos, Hi Happy, também
aguarda um crescimento no Dia da Criança de 10% e hoje a rede
importa 60% dos produtos vendidos nas 97 lojas.
Quem também está com uma boa perspectiva neste semestre é a
Cecilia Dale, rede de lojas que atua na área de decoração e
mobiliário. A perspectiva para o Natal é de 20% de crescimento em
relação ao ano passado. Atualmente a marca agrega oito lojas
presentes em São Paulo - uma recém-inaugurada no Shopping Anália
Franco, na capital. A rede estima que dos objetos de decoração que
oferecerá, 70% são importados, na área de mobília, 50%. "Estamos
vivendo um momento muito diferente de 2008, ano em que fomos
aplacados pela crise mundial. Este ano temos muito mais
perspectivas positivas de compra e venda e com uma qualidade
superior da existente dos anos anteriores, devido a desvalorização
do dólar e a valorização do real que nos deu a possibilidade de
aumentar o leque de produtos comprados sem ter de aumentar o
gasto", explicou a gerente de Marketing Paola Dale. Ela ainda
enfatizou que o benefício é do cliente. " Para as datas especiais
como Dia dos Pais e Natal, os clientes encontram produtos
específicos. Enfeites e árvores de Natal estarão disponíveis a
partir de outubro", explicou Paola.
Varejo popular
O varejo popular também aguarda um cenário positivo, mas está
mais cauteloso. Para a Associação Brasileira de Importadores de
Produtos Populares, a estimativa é de um faturamento de R$ 270
milhões no setor, cerca de 22,7% a mais em relação ao ano
passado.
Um exemplo é a Armarinhos Fernando que prevê aumento de 8% em
vendas no Dia da Criança. Apesar de dar prioridade para trabalhar
com produtos nacionais, a rede importa 10% dos produtos vendidos
nos pontos comerciais, e afirma que ainda não tem uma previsão
concreta de vendas para o Natal. "Em ambas as datas aguardamos um
cenário positivo, porém também estamos esperando um aumento de
juros vindo do Banco Central que deve intervir de alguma forma nas
vendas das datas comemorativas", alertou o gerente da rede Ondamar
Ferreira.
Já no setor supermercadista, o Grupo Pão de Açúcar espera uma
elevação de até 30% na venda de produtos importados para o próximo
Natal, ante o mesmo período do ano passado. A empresa antecipou as
encomendas de itens de decoração natalinos, brinquedos, pratos
típicos e presentes e busca oferecer aos seus clientes itens
diferenciados, sem similares nacionais.
"Com o dólar em cotação bem regular em relação a 2009 e com o
crescimento do poder de compra da população, a expectativa é que a
venda de importados em 2010 seja das mais expressivas da empresa. O
grande destaque devem ser as vendas de não-alimentos", destacou o
diretor de Importações e Exportações do Grupo, Sandro Benelli.
Com a desvalorização do dólar frente ao real - para R$ 1,76 em
média este ano-, o varejo está ampliando a importação de produtos
para forrar as prateleiras de olho nas vendas do Dia da Criança e
do Natal. Enquanto redes supermercadistas como o Grupo Pão de
Açúcar aumentam os estoques de importados em até 30%, outras, como
a rede La Rioja, dobram os pedidos de panetones estrangeiros. No
atacado não é diferente. O Makro, líder do segmento, prevê importar
R$ 270 milhões, ao todo, em 2010, ante os R$ 220 milhões
contabilizados no ano passado, devido também à maior oferta de
fornecedores estrangeiros.
Com a retração dos mercados dos Estados Unidos e da Europa, os
fornecedores voltaram-se para mais economias de consumo mais firme,
como o Brasil, e a competição fez os preços ficarem mais atraentes
aos varejistas brasileiros, diz o diretor de Estudos e Pesquisas do
Instituto Provar, Nuno Fouto. Da mesma opinião é o assessor
econômico da Fecomércio, Altamiro Carvalho.
Na rede varejista de brinquedos PBKids, que calcula um
crescimento de 15% tanto no Dia da Criança quanto no Natal, hoje
70% dos produtos são importados. "Ampliamos mais o número de
fornecedores e esperamos esgotar o estoque", acredita o
gerente-geral da rede, Renato Floh. As 51 lojas da PBKids também
preveem uma elevação de 8% no valor do ticket médio, que deve
chegar a R$ 130 nessas datas.
Na rede Cecilia Dale, de decoração e mobiliário, a perspectiva
para o Natal é de 20% de crescimento em relação ao ano passado; dos
objetos de decoração oferecidos, 70% são importados.
Matéria original publicada em: 23/08/2010
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