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Fonte: IDG Now!
Normas para coleta e destinação de eletroeletrônicos saem em setembro (1)
terça-feira, 10 de agosto de 201012:09
Em reunião agendada para setembro, o Conselho Nacional de Meio
Ambiente (Conama) buscará consenso com a cadeia produtiva e de
representantes de estados e municípios a respeito da coleta e
destinação de eletroeletrônicos. A partir daí, o assunto vai para
as câmaras técnicas e depois para o plenário.
"Vemos com muita satisfação a aprovação da Política Nacional,
pois vai facilitar o diálogo que já existe no Conama", afirma Zilda
Veloso, gerente de Resíduos Perigosos. "Hoje não existem
responsabilidades definidas. Esperamos que a resolução do Conama
contemple responsabilidades para os importadores e fabricantes. O
que, aliás, é o espírito da Política Nacional de Resíduos Sólidos",
comenta a executiva.
A expectativa é compartilhada com o setor produtivo. "Avançamos
no debate e já temos diversos pontos de consenso", diz André
Saraiva, diretor de Responsabilidade Social da Associação
Brasileira da Indústria Eletroeletrônica. Segundo ele, um desses
pontos é justamente sobre as obrigações de cada segmento para que a
reciclagem se torne realidade.
O grupo de trabalho já estabelecido trata da coleta e descarte
de resíduos muito diversos, que vão desde um celular até à
geladeira.
Além das questões de responsabilidade ambiental pelo destino de
produtos como computadores, celulares, secadores de cabelo,
geladeiras, outro motivo que mobiliza a sociedade é o valor
econômico dos resíduos. Um dos exemplos da expectativa da indústria
é a presença de Philipp Bohr na reunião mais recente, realizada em
28 de julho. Ele está interessado nas decisões do Conama a respeito
da coleta. Isso porque é representante de uma empresa suíça que
será inaugurada, em setembro, em São Paulo, para a reciclagem de
geladeiras e freezers.
"Temos capacidade de reciclar 420 mil geladeiras por ano, com
aproveitamento de frações de aço, plástico, metais não ferrosos,
polietileno e o CFC (clorofluorcarboneto), que é canalizado e
transformado em ácido de uso industrial", afirma Phillipp Bohr.
Para que essa indústria funcione, o segmento deve estar organizado,
para que a coleta não representante custos que inviabilizem o
negócio.
André Saraiva explica que o consenso que se desenha no grupo de
trabalho se refere justamente a isso - o que não é tão simples como
parece. Segundo ele, para se formular a resolução do Conama é
necessário ter uma visão geral sobre o assunto. "Não se pode
destinar um computador com dados pessoais para a reciclagem, é
preciso primeiro deletar informações. Também não é possível
transportar sem que se pense na questão jurídica, pois esses
computadores são legalmente propriedade de alguém", explica.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do
Meio Ambiente)
Matéria original publicada em: 06/08/2010
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