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Fonte: Planet Tech
TV paga faz Congresso em seu melhor ano da História
quarta-feira, 11 de agosto de 201010:54
O primeiro semestre de 2010 foi o melhor de toda a História da
TV por assinatura no Brasil. Nada menos do que 1 milhão de
consumidores adquiriram seu primeiro pacote de TV, via cabo ou
satélite, de janeiro a junho, aumentando para 8,4 milhões o número
de domicílios que recebem o serviço. "Esse será o grande legado do
governo Lula para o nosso setor", diz Alexandre Anneberg,
presidente executivo da ABTA (Associação Brasileira de TV por
Assinatura), que na próxima semana realiza seu 11° Congresso
em São Paulo.
Segundo a Anatel, o número de novos assinantes corresponde ao
crescimento obtido em todo o ano de 2009 (cerca de 12%), o que faz
prever que até o final do ano o mercado atinja 9 milhões de
residências. Entre os motivos apontados estão o aumento do poder de
compra da classe média e da venda de TVs, em função da Copa do
Mundo. O segmento de DTH (TV via satélite) foi o que mais cresceu:
4,8%; as operadoras de TV a cabo aumentaram seu faturamento em
1,3%.
Para o presidente da ABTA, outro fator que influencia o bom
desempenho do setor é a alta demanda por serviços banda larga,
vendidos em pacotes triple-play por algumas operadoras. Annenberg
diz que o mercado de TV paga aguarda com interesse a implantação do
Plano Nacional de Banda Larga, que pode incentivar ainda mais o
crescimento do setor. Apesar do otimismo, há entre as operadoras um
temor em relação às novas medidas adotadas pela Anatel, que decidiu
eliminar as licitações para concessão de novas licenças,
argumentando que isso faria aumentar a concorrência.
Esse, alias, será um dos principais temas debatidos no
Congresso da ABTA, que acontece entre os dias 10 e 12 de agosto. A
posição geral é de que somente com a abertura de novas outorgas
para pequenos e médios operadores locais a TV paga conseguirá
ampliar sua cobertura no País. Hoje, mais de 5 milhões de
domicílios, localizados em grandes cidades, ainda não recebem o
serviço, o que segundo as operadoras se deve ao fato de que há mais
de dez anos a Anatel não promove licitações. "Mas as regras
precisam ser claras", diz Annenberg. "Do jeito que a Anatel está
propondo, só vai tumultuar o mercado, com muitas empresas
disputando as mesmas cidades. Enquanto isso, o MMDS, tecnologia sem
fio que seria uma ótima solução para expandir a cobertura, está
parado porque não são liberadas as freqüências".
Outro tema de debates no evento será o projeto-de-lei 116
(antigo PLC-29), que está em vias de ser aprovado no Congresso. O
texto tem dois aspectos muito polêmicos: a criação de cotas para
programas nacionas nas grades da TV paga e a liberação à entrada
das operadoras de telefonia no setor. Neste último caso, discute-se
a necessidade de uma lei complementar, pois a atual limita a
participação de empresas de capital estrangeiro na TV por
assinatura.
A edição de agosto da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL
circula com um encarte especial dedicado ao segmento de TV por
Assinatura. E na próxima semana entra no ar o hot site "TV por
Assinatura", com informações atualizadas periodicamente sobre a
programação das emissoras e os novos serviços oferecidos ao
assinante.
Matéria original publicada em: 05/08/2010
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